Laudo sobre a ponte do Salto é debatido na Câmara

Comissão de Obras se reuniu com o engenheiro responsável pelo laudo para debater relatório

Laudo sobre a ponte do Salto é debatido na Câmara

A Comissão de Obras e Serviços Públicos da Câmara de Vereadores de Taió participou de uma videoconferência com o engenheiro que realizou o laudo sobre a construção da ponte que liga as comunidades de Ribeirão do Salto e Ribeirão Pinheiro. O projeto que estava em execução previa uma estrutura de 60 metros de comprimento por seis metros de largura.

A obra aguardada desde 2023 está parada após a retirada da empresa que havia assumido a execução. O laudo apontou que cerca de 10% do previsto no projeto foi executado pela empresa. Entre os vícios identificados na realização da obra, estão estribos com irregularidade de espaçamento, no distanciamento entre as armaduras, armaduras oxidadas, cobrimento de concreto inferior ao especificado em projeto e concreto com aspecto heterogêneo.

A Comissão de Obras e Serviços Públicos, Acelino Zanghelini Júnior vai solicitar informações adicionais sobre a ordem cronológica das etapas realizadas e a fiscalização da obra. Todas as informações coletadas pela comissão serão remetidas ao Ministério Público de Santa Catarina.

Veja as divergências apontadas no laudo

Estacas: localização das estacas não confere ao previsto no projeto original. Na cabeceira irregularidades na execução dos estribos com a ausência de prolongamento em algumas estacas e espaçamento divergente do previsto no projeto.

Armaduras: Variação no espaçamento, com distâncias distintas entre as barras, o que diverge do projeto.

Concreto: o projeto previa cobrimento de concreto para as estacas de cinco centímetros, o laudo constatou que o cobrimento não se apresentou de maneira uniforme, e que em alguns pontos a espessura está menor que a prevista. A coloração escura do concreto e o aspecto heterogêneo também foi um ponto de alerta do laudo, que indica falhas no processo de execução, como excesso de água na mistura, segregação de materiais, cura inadequada ou utilização de insumos sem o controle tecnológico.

O documento é da empresa Lauddus Engenharia – Avaliações e Perícias e é assinado pelo por Natan Benincá Perito, Engenheiro Civil (CREA/SC 202717-7).